"QUE A ÁGUA SEJA REFRESCANTE. QUE O CAMINHO SEJA SUAVE. QUE A CASA SEJA HOSPITALEIRA. QUE O MENSAGEIRO CONDUZA EM PAZ NOSSA PALAVRA."
Benção Yoruba

segunda-feira, novembro 24, 2008

VIII Moitará de Histórias - Fotos


Imaginem um Moitará marcado com uma semana de antecedência, em um domingo de "feriadão", com chuva e, para completar, convidando à criação de histórias com base na memória familiar ( às vezes é muito delicado abrir o baú das lembranças ). Tal evento tinha tudo para não acontecer, certo ? Ah! Mas envolvia Contadores e Contadoras de Histórias... E aí não há mau tempo ou feriado prolongado capaz de impedir o encontro.

Um pequeno grupo de valentes se reuniu, neste dia 23, na Clínica POMAR, para mais um Moitará de Histórias do !Ponto do Conto. Confesso que fui para lá achando que ficaria só. Chovia cântaros, como dizia minha bisavó. Na hora marcada, um a um,foram chegando, munidos de guarda-chuva, boas histórias e principalmente, um enorme coração, capaz de
fazer a travessia por lembranças nem sempre agradáveis, e transformá-las em histórias, das mais belas que já ouvi.

Com a permissão dos autores (no caso, autoras), as narrativas estão transcritas no blog Moitará de Histórias. No mesmo endereço, mais fotos e comentários sobre o processo de criar e compartilhar estas histórias de vida.

Nossas histórias são mesmo mais bonitas que a de Robinson Crusoé !



sábado, novembro 22, 2008

Há 98 anos, nas águas da Guanabara: por 365 dias de Consciência Negra

A todos os homens e mulheres que ainda têm por monumento as pedras pisadas do CAIS...






Qui, 20 Nov, 09h09


"Depois de seis anos de resistência da Marinha, João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, ganha hoje um monumento diante do mar, para além "das pedras pisadas do cais" que Aldir Blanc e João Bosco registraram na canção "Mestre-Sala dos Mares". Para marcar as comemorações do Dia da Consciência Negra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugura hoje a estátua em homenagem ao Almirante Negro, que finalmente foi instalada em frente à Estação das Barcas, na Praça 15, no centro do Rio de Janeiro.

A obra estava pronta há seis anos, mas só depois da anistia póstuma ao ex-marinheiro, assinada por Lula há 4 meses, a Marinha concordou com a transferência dela para o centro. Diante da Baía de Guanabara - palco da revolta de 1910, que pôs fim aos castigos corporais nos navios de guerra -, a estátua ficará perto do 1.° Distrito Naval. Mesmo assim, a Força não mudou sua opinião sobre o homenageado. Para a Marinha, João Cândido não pode ser herói.

Projeto do ministro-chefe da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, de 1993, a homenagem a João Cândido só saiu do papel em 2002, quando, como deputado, ele conseguiu recursos da Petrobras para custear a obra do artista plástico Walter Brito. À época, o prefeito Cesar Maia (DEM) não autorizou a instalação da estátua na Praça 15, porque a Marinha não concordara. A estátua ficou num canto do jardim do Palácio do Catete, onde funciona o Museu da República.

Para Santos, a Marinha acabará reconhecendo nele "um herói negro". "Zumbi levou 300 anos para ser reconhecido. A disciplina traz dificuldades aos militares para tratar do tema do ponto de vista histórico, mas não creio que haveria reflexos na hierarquia esse reconhecimento." Em nota, a Marinha reafirma que a liderança de João Cândido não pode ser considerada "ato de bravura ou de caráter humanitário".

JOÃO CÂNDIDO Entrou para a Marinha aos 13 anos.O açoite do marinheiro Marcelino Rodrigues, no dia 22 de novembro de 1910, desencadeou a rebelião dos marinheiros, de maioria negra, contra os castigos físicos remanescentes da escravidão. À frente do grupo, a bordo do encouraçado Minas Gerais, estava João Cândido. Houve ataques à cidade e seis oficiais da Marinha foram mortos pelos revoltosos. Sobrevivente do degredo e do fuzilamento dos envolvidos, João Cândido foi expulso da Marinha. Chegou a ser internado em um hospício e trabalhou até o fim da vida, na Praça XV, descarregando peixes de navios. Morreu aos 89 anos, desamparado e com câncer, em 1969. "

FONTE: http://br.notícias yahoo.com








A imortal Elis Regina, canta a música MESTRE SALA DOS MARES, de João Bosco e Aldir Blanc, com a letra original, censurada pela ditadura militar.


domingo, novembro 16, 2008

VIII Moitará de Histórias do !Ponto do Conto




VIII Moitará de Histórias do !Ponto do Conto



Ancestrais


Este Moitará é um convite para que você transforme uma lembrança familiar em um conto , crônica ou poesia e traga 20 cópias, para trocarmos bem-aventuranças e sabedoria de nossos Ancestrais.



Dia 23 de novembro de 2008.

das 15:00h às 18:00h


Local: Clínica Pomar, Tijuca.


inscrições: mandalaxxi@yahoo.com.br


Foto: meus bisavós Antônio e Anna da Glória, provavelmente na primeira década do século XX
(trabalho em photoshop sobre foto de autoria desconhecida
).