
quarta-feira, outubro 31, 2007
sábado, outubro 27, 2007
Somos todos Sacys
Nada contra as abóboras, são deliciosas com carne seca !
Nesses quinto século após a devida ingestão e digestão do Bispo Sardinha, quase soterrados por BARBIES anoréxicas e ARANHAS milionárias, merecemos uma pausa (?) para homenagear nossos heróis.
Que o CURUPIRA nos inspire na proteção da Amazônia e do que restou da Mata Atlântica; e a YARA nos reconecte com o cuidado com as águas.
...E que o SACI dê nó na cabeleira de quem pensa em sequestrar nossa cidadania... Se for careca? Ora, o Saci dá um jeito!
Para comemorar o 31 de outubro, Dia Nacional do SACI, aqui está o trecho do filme "Somos todos Sacys", de Rudá K. Andrade e Sílvio do Amaral Rocha. Trilha original do Quarteto Pererê e Gustavo Barbosa Lima.
Nesses quinto século após a devida ingestão e digestão do Bispo Sardinha, quase soterrados por BARBIES anoréxicas e ARANHAS milionárias, merecemos uma pausa (?) para homenagear nossos heróis.
Que o CURUPIRA nos inspire na proteção da Amazônia e do que restou da Mata Atlântica; e a YARA nos reconecte com o cuidado com as águas.
...E que o SACI dê nó na cabeleira de quem pensa em sequestrar nossa cidadania... Se for careca? Ora, o Saci dá um jeito!
Para comemorar o 31 de outubro, Dia Nacional do SACI, aqui está o trecho do filme "Somos todos Sacys", de Rudá K. Andrade e Sílvio do Amaral Rocha. Trilha original do Quarteto Pererê e Gustavo Barbosa Lima.
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segunda-feira, outubro 15, 2007
E por falar em histórias

Vamos pensar: o que é uma história brasileira? É só pegar Mestre Câmara Cascudo para ver que o caldeirão chamado Brasil tem muitos falares. Um deles é de matriz africana, com seus vários povos, reinos e impérios.
Os homens e mulheres, sequestrados de suas terras pelo capitalismo que então se iniciava, conservaram heroicamente essas histórias, misturaram-nas com o solo de massapê nas plantações de cana-de-açúcar, assim se formou o que chamamos Brasil. Creio que nós, que escolhemos contar histórias, devemos revolver sempre este solo, para que fique "fofo", para que possa respirar...ser fértil.
Alguns colegas professores sugeriram, certa vez, que eu enviasse aos responsáveis um pedido de autorização para que os filhos ouvissem as histórias afro-brasileiras... E aí eu pergunto: peço autorização para contar os mitos europeus? os mitos indígenas? Por que deveria pedí-la só para os africanos ? Tenho a mais profunda fé no potencial deste caldeirão íbero-americano, mas, para que possamos nos assumir enquanto povo, creios que todas as vozes devem ser ouvidas, não como folclore, mas como visões de mundo.
Creio que o maior ato de amor que um contador de histórias pode oferecer é narrar... Narrar o que é considerado, por muitos, impuro ou coisa do Demo; aí o amor é uma ação política, no sentido de "bem comum". Narrar, mesmo sabendo que não será aceito por todos... A sabedoria veste-se de muitos modos, veste-se com o modo indígena, com o modo europeu, muçulmano, indiano...etc. Cabe-nos a deliciosa tarefa de buscar e oferecer nossa voz para narrativas que são nossas, mas que, por conta de caminhos trilhados pela nossa história enquanto povo, desqualificamos...E aí desqualificamos a nós mesmos.
É preciso olharmo-nos no espelho de Oxum e vermos nossa beleza, dançarmos em uma roda de Toré, em uma ciranda, para vermos que somos comunidade.
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domingo, outubro 14, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
Por que o Sol e a Lua vivem no céu - um conto nigeriano

Tempos atrás, o Sol e a Água viviam na terra e eram grandes amigos. O Sol visitava a Água frequentemente, mas a Água nunca retornava as visitas.
Um dia, o Sol perguntou à Água por que ela nunca o visitava. A Água respondeu que a casa do Sol não era grande o suficiente e, se todo o povo da água fosse vistá-lo, acabaria por tirá-lo de lá. Disse ao amigo: "Se você quer a minha visita, deve construir um enorme cômodo mas, aviso, deve ser muito, muito grande, pois meu povo é muito numeroso e precisa e muitas acomodações".
O Sol prometeu construir um enorme cercado e, em seguida, foi encontrar sua mulher, a Lua,que o recebeu com um largo sorriso assim que ele abriu a porta. O Sol contou, então, o que havia prometido à Água. No dia seguinte, começou a construção de um grande cercado, no qual receberia sua amiga. Ao final da construção, convidou a Água e todo o seu povo para ir visitá-lo.
Quando a Água chegou, chamou pelo Sol e perguntou se estava seguro para sua entrada. O Sol respondeu: "Sim minha amiga, entre". A Água, então, começou a fluir, acompanhada pelos peixes e todos os animais aquáticos...
Logo, a Água estava na altura dos joelhos. Perguntou ao Sol se permanecia seguro e o ele respondeu mais uma vez: "Sim!" Então, mais água entrou... Quando estava na altura do topo da cabeça de um homem, ela tornou a perguntar ao Sol: "Você quer a visita de mais do meu povo?" O Sol e a Lua responderam "Sim!"
Então Água entrou, enquanto o Sol e a Lua tiveram que subir no topo do telhado. Mais uma vez a Água consultou o Sol e recebeu a mesma resposta...e mais do seu povo entrou enchendo até o topo do telhado.
O SOL E A LUA FORAM FORÇADOS A SUBIR ATÉ O CÉU, ONDE PERMANECEM ATÉ HOJE.
TEXTO EM INGLÊS DISPONÍVEL EM: http://www.sacred-texts.com/
LIVRE TRADUÇAÕ: ELIANA RIBEIRO
IMAGEM: PETIS AMIS DU CIEL , Vally Saunier
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