"QUE A ÁGUA SEJA REFRESCANTE. QUE O CAMINHO SEJA SUAVE. QUE A CASA SEJA HOSPITALEIRA. QUE O MENSAGEIRO CONDUZA EM PAZ NOSSA PALAVRA."
Benção Yoruba

quinta-feira, novembro 29, 2007

Ifá. o Oráculo das Histórias



Encerrou hoje a primeira edição do curso Ifá, o Oráculo das Histórias. Durante quatro quintas-feiras, na Ilha do Governador, caminhamos por este magnífico sistema simbólico, que considera as histórias como mapas ou caminhos a serem seguidos por todos aqueles que tenham como objetivo a harmonia com o fluxo vital - o Axé.
Nestes quatro encontros, além do programa previsto (ver postagem da divulgação do curso), debatemos o cuidado necessário para a narrativa destas histórias, com seu conteúdo altamente mobilizador e por enquanto, ainda alvo de preconceitos.
Considero tarefa cidadã dar voz às narrativas múltiplas deste caldeirão cultural conhecido como Brasil.
Agradeço à Adriana, Ruth e Vinícius a confiança e, principalmente, a possibilidade de aprofundamento propiciada pelas questões colocadas durante os encontros.

Fotos do VI Moitará de Histórias


O VI Moitará, fechando o ciclo de Moitarás de 2007, demonstrou as raízes e a renovação presentes em um círculo. As intregrantes Ana Luisa e Cleudes estão presentes desde o primeiro Moitará ; Telma e Dulce Eugênia iniciam, neste encontro, a participação em nossa Tribo.
Este Moitará foi o mais afetivo deste ciclo. A troca de experiências significativas, que, segundo Walter BENJAMIN, é a Alma da narrativa, foi o bordado que entrelaçou as histórias preferidas _o tema deste encontro_ e as histórias de vida de cada contadora presente.
Agradeço à Ângela Philippini, coordenadora do Espaço POMAR, pelo apoio ao projeto e à Bruna Estrella pela participação na produção dos Moitarás.
Agradeço às Contadoras de Histórias presentes neste VI Moitará, pelos momentos de afetividade e encantamento.

FOTOS E COMENTÁRIOS ENCONTRAM-SE NO LINK Moitará de Histórias

AS FOTOS DO ENCONTRO SÃO DE AUTORIA DE BRUNA ESTRELLA

quarta-feira, novembro 21, 2007

20 de Novembro: Lona Cultural Renato Russo




Até o baobá, grande árvore africana da memória, nasce de uma semente.


Aqui estão as fotos da primeira comemoração do dia da Consciência Negra da Lona Cultural Renato Russo, na Ilha do Governador. Esta semente foi plantada por Janaína Theberge, artista plástica, professora, militante e contou com o apoio de Marcelo Mendes , gestor da Lona Cultural Renato Russo.

O encontro/celebração/reflexão, contou com palestras, poesia, música e histórias.

Mestre Arerê, Mestre de Capoeira de Angola, abriu o ciclo de palestras apresentando o contexto histórico e o significado de alguns gestos da capoeira de angola, bem como o papel desta na história do Brasil e especificamente da cidade do Rio de Janeiro, relatando as nossas histórias que não são aprendidas nas escolas.

Hermê Santos, esclareu o mecanismo da cotas nas universidades e Janete Ribeiro, professora e membro da ONG Diálogo entre os Povos, apresentou vídeo sobre o preconceito nosso de cada dia , explicitado nas imagens da publicidade. A escritora Miriam Stanchi, brindou a todos com duas poesias de sua autoria. Eu contei uma das minhas histórias preferidas - de Iansan.

O escultor Hermenegildo dos Santos Pereira trouxe Zumbi, um de seus trabalhos em madeira, na melhor tradição dos entalhadores africanos; "Seu Hermê", brindou-nos com sua música e com sua alegria.

A música encerrou nosso encontro, encarnada na voz de Namay Mendes e nas composições e voz de Marko Andrade, que está lançando seu CD Aldeia Afro Tupy.

CONHEÇA O EXCELENTE TRABALHO:

Aldeia Afro Tupy



terça-feira, novembro 20, 2007

20 de novembro




" Quando chegaste mais velhos contavam estórias. Tudo estava no seu lugar. A água. O som. A luz. Na nossa harmonia. O texto oral. E só era texto não apenas pela fala mas porque havia árvores, parrelas sobre o crepitar de braços da floresta. E era texto porque havia gesto. Texto porque havia dança. Texto porque havia ritual. Texto falado ouvido visto. É certo que podias ter pedido para ouvir e ver as estórias que os mais velhos contavam quando chegaste! Mas não! Preferiste disparar os canhões. A partir daí comecei a pensar que tu não eras tu, mas outro, por me parecer difícil aceitar que da tua identidade fazia parte esse projeto de chegar e bombardear o meu texto. Mais tarde viria a constatar que detinhas mais outra arma poderosa além do canhão: a escrita. E que também sistematicamente no texto que fazias escrito inventavas destruir o meu texto ouvido e visto. Eu sou eu e a minha identidade nunca a havia pensado integrando a destruição do que não me pertence."


MANUEL RUY. Eu e o Outro - o invasor ou em poucas três linhas, uma maneira de pensar o texto.
Comunicação apresentada no Encontro PERFIL DA LITERATURA NEGRA, São Paulo, Brasil, 23/05/1985.

MANUEL RUY é escritor angolano, da cidade de Huambo, nascido m 1941.

Sou grata à professora Janete Ribeiro pelo envio do belíssimo texto de Manuel Ruy.

quarta-feira, novembro 14, 2007

VI Moitará de Histórias - convite



IMAGEM DA DIVULGAÇÃO: MONTAGEM FEITA A PARTIR DE:
The storyteller - kathleen Wilson , disponível em www.artconnection.org/kathleen.html
Old Father, disponível em http://www.firstpeople.us
Contador de Histórias - Miguel Sampaio de Souza e Silva, disponível em http://doidivana.zip.net/

ERRATA - Local: Clínica POMAR. Rua Engenheiro Adel 62, casa 2 - Tijuca.