
Muitas vezes nos distanciamos de nossa Voz. Quando isto acontece, uma boa maneira de reencontrá-La é proferir as palavras ancestrais contidas nas histórias. Estas abrem caminhos, servem de canal para que essa Voz se expresse, se reconheça, assuma o seu lugar e tarefa no mundo.
As narrativas convidam / reverberam aspectos que a cultura de massas, do descartável e do simulacro tende a sufocar. Tarefa heróica, então, estar em um círculo e narrar. A voz do contador de histórias não é a voz da persona , desenvolvida para sermos bonzinhos e aceitos. A Voz sai do grande caldeirão alquímico que somos nós, é depositária do nosso Ouro. É nosso Ouro. É nosso lótus, que brota do lodo.
Buscar esta Voz não é fácil tarefa...
Contar histórias, esse atributo básico de todo ser humano, não é fácil tarefa...
Talvez por isso, contar histórias seja tão necessário.


