"QUE A ÁGUA SEJA REFRESCANTE. QUE O CAMINHO SEJA SUAVE. QUE A CASA SEJA HOSPITALEIRA. QUE O MENSAGEIRO CONDUZA EM PAZ NOSSA PALAVRA."
Benção Yoruba

domingo, janeiro 28, 2007

Fotos do I Moitará de Histórias



E então, vindos de vários Pontos da Cidade Maravilhosa, no dia de São Sebastião e de Oxóssi, Contadores de Histórias se reuniram no ! Ponto do Conto, para bendizer a Cidade do Rio de Janeiro.
Esse foi o I MOITARÁ de HISTÓRIAS, nosso ritual de encontro e trocas.
Quero agradecer ao Povo das Histórias, que com a sua presença, tornou possível um encontro em pleno feriado de segunda-feira...com SOL !
Agradeço, também, à Ângela Philippini, por incentivar e abrigar o ! Ponto do Conto na Clínica POMAR e à Bruna Estrella, pelo apoio e filmagens do encontro.
(*) As fotos do Moitará foram feitas a partir da filmagem realizada por Bruna Estrella.
(*) Acesse fotos e comentários sobre o I Moitará de Histórias:
http://moitaradehistoriasdopontodoconto.blogspot.com/


Ficou um gostinho de "quero mais"....
Até o próximo Moitará!
Dia 8 de março

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Memória do !Ponto

Foto: Oficina realizada na Universidade Estácio de Sá- Campus Rio Comprido- 2005
Era uma vez, antes do !PONTO, uma oficina...
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TEIA DE HISTÓRIAS.

"A oficina Teia de Histórias tem como proposta o trabalho com a memória afetiva. Os participantes são convidados a tecer pequenas teias e enfeitá-las e, a partir do trabalho com os fios, memórias são despertadas e narrativas significativas são compartilhadas. Este trabalho realizado, principalmente, com profissionais e estudantes da área de Educação, tem contribuído para a construção de conhecimento, coletivizando lembranças e propiciando aos participantes reconhecerem-se e ao outro não apenas como seres cognitivos, mas como seres afetivos."

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Com a Palavra, Ariano Suassuna:



" Saúdo todos aqueles que sabem que a tradição verdadeira não pode jamais ser confundida com repetição ou rotina; que nela nós não cultuamos as cinzas dos antepassados, mas sim a chama imortal que os animava." (Ariano Suassuna, 1998)
FONTE: culturaspopularesBR@yahoogrupos.com.br (em 10/01/2007)

terça-feira, janeiro 09, 2007

A Criação da Palavra na Encuzilhada dos Povos

Mãos negras que falam... A Criação da Palavra na Encruzilhada dos Povos.

Eliana Nunes Ribeiro: Arteterapeuta ( AARJ – 143); Cientista Social (UFRJ); Mestre em História Social da Cultura (PUC – RJ); Docente da Secretaria Municipal de Ensino do Rio de Janeiro : Contadora de Histórias.

O imaginário coletivo do Ser chamado brasileiro é prenhe de mitos, provindos de várias matrizes culturais_ indígenas, européias e africanas. A circulação dos diversos mitologemas, contudo, está longe de ser igualitária. Caminha entre expressões e repressões.
Cada mito sistematizado por quaisquer das matrizes culturais que nos formam enquanto povo será, ao ser contado, uma encruzilhada _ espaço de confluência e recriação cultural_ na qual circularão projeções positivas ou negativas. Pensar nos encontros e desencontros entre as diversas narrativas míticas é pensar na dinâmica da psique brasileira _ esse grande caldeirão alquímico, nossa Alma
* multifacetada..
Parte de nossa Alma é fruto de um sequestro _ o tráfico de escravos _ que arrancou, violentamente, nossos ancestrais negros de suas terras. Os mais diversos símbolos vieram a bordo dos navios negreiros, na maioria das vezes, sem o apoio de qualquer objeto material que os contivesse. Vieram na memória, nas histórias contadas.
No projeto civilizatório _ controlado pelo racionalismo europeu, tendo no monoteísmo cristão o grande doador de humanidade, estabelecendo uma alma cristã, através do batismo _ as imagens arquetípicas formadas no continente africano, e reinventadas nas Américas, foram relegadas à sombra.
Teríamos, então o que é chamado por Gambini de preconceito anímico e ditadura psíquica: uma terra de “pretos de alma branca”, onde a alma negra, ou não seria considerada alma ou seria concebida como depositária de defeitos ou de inferioridades. Rejeitar parte da alma é rejeitar parte dos mitos.
O fazer histórico da Alma pressupõe ouvir e contar histórias, pois estas tocam camadas arquetípicas, vivificam. A ação de ouvir e contar histórias não pode ser feita, unilateralmente, pelo intelecto, mas pela vivência , englobando as emoções. Ë ação terapêutica, pois traz a possibilidade de restaurar todo um processo de simbolização. .
Revisitar as histórias afro-brasileiras, seus mitologemas, é tirar da sombra um repertório; fazer circular imagens negadas. Para o Arteterapeuta, acrescenta um caminho a mais para compreensão dos significados coletivos de símbolos materializados durante o processo terapêutico. Faz parte de um trabalho de resgate coletivo da polifonia e policromia constituída de dores, massacres e sequestros, que constituem as histórias que a história oficial ainda não reconhece e que fazem parte do imaginário, da biografia de cada brasileiro ou brasileira.
Bibliografia:

PHILIPPINI, Ângela. Cartografias da Coragem – Rotas em Arte Terapia. Rio
de Janeiro, POMAR, 2001

FORD, Clyde W. O Herói com Rosto Africano : mitos da África. São Paulo:
Summus, 1999.

GAMBINI, Roberto & DIAS, Lucy. Outros 500: uma conversa sobre a alma
brasileira. São Paulo: Editora SENAC: São
Paulo, 1999.

GAMBINI, Roberto. O Espelho Índio: os jesuítas e a destruição da alma
indígena. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1998.

VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubás na África e no Novo
Mundo. 5ª edição, Salvador: Corrupio, 1997.

WHITMONT, Edward C. A Busca do Símbolo: Conceitos básicos de
Psicologia Analítica. São Paulo: Editora Cultrix,
1995.




* O termo Alma é utilizado, aqui, sem conotação religiosa.

CONVITE


! O Ponto do Conto
Convida para o Moitará de Histórias sobre a
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

Moitará : termo Kamaiurá que significa troca, escambo.

O Moitará constitui a única ocasião em que tribos diferentes acampam no mesmo local. É um ritual de trocas de artefatos ligados à especialização manufatureira de cada grupo. É também o momento em que cada tribo apresenta suas manifestações culturais como pinturas, danças, cantos, etc. Contribui para a valorização de cada cultura em particular e para a manutenção dos valores básicos comuns a todas as tribos, o que garante relações pacíficas entre as diferentes identidades culturais.

(Fonte: http://grupo.moitara.sites.uol.com.br/moitara..htm)
No dia de São Sebastião, trocaremos lendas, causos, crônicas e demais histórias sobre a Cidade Maravilhosa.
Conte uma história e traga cópias da mesma para um escambo de bendizeres.
Ao final do encontro, cada participante terá um repertório de histórias sobre a Cidade do Rio de Janeiro, construído, coletivamente,com a Palavra de cada um.

Um grande abraço
Eliana Ribeiro

Dia 20 de janeiro de 2007
Das 14:00h às 17:00h
Local: Clínica Pomar
Rio de Janeiro

Inscrição:
mandalaxxi@yahoo.com.br

(*) AO CONFIRMAR A INSCRIÇÃO, DEIXE UM TELEFONE OU E-MAIL, PARA QUE POSSAMOS COMUNICAR O NÚMERO DE CÓPIAS NECESSÁRIAS.